Apesar do ritmo mais lento, os
preços de locação encerram 2025 com valorização real no país
O mercado de aluguel residencial no Brasil encerrou
2025 com alta de preços, mesmo em ritmo mais moderado do que nos anos
anteriores, refletindo a persistente demanda por locação e a recomposição de
valores em diferentes regiões do país.
Crescimento menor, mas ainda
acima da inflação
Segundo o Índice FipeZap, que acompanha os preços
anunciados de imóveis, o valor médio de locação residencial subiu 9,44% em
2025 em comparação com o ano anterior — um ritmo inferior ao registrado em
2024 (13,50%) e nos anos anteriores, mas ainda significativamente acima da
inflação oficial medida pelo IPCA (4,26%).
Esse desempenho mostra que, apesar da desaceleração,
o aluguel continua a recuperar espaço real no mercado, superando não
apenas o índice de preços ao consumidor, mas também resistindo à tendência de
queda do IGP-M, índice tradicionalmente usado para reajustes e que fechou o ano
com variação negativa.
Quase todo o país com alta de
preços
O levantamento revela que 34 das 36 principais
cidades brasileiras apresentaram alta nos preços de aluguel em 2025. Apenas
Campo Grande (MS) e São José (SC) registraram recuo no valor médio de
locação no período analisado.
No ranking de crescimento, cidades do Norte e
Nordeste dominaram os primeiros lugares, com teresina, Belém, Aracaju e
João Pessoa entre as que mais ampliaram os valores anunciados. Destaque também
para capitais como Belo Horizonte, com alta de dois dígitos no ano.
Principais centros urbanos mantêm
valores elevados
Ainda que o crescimento dos preços tenha sido mais
moderado em grandes centros, metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro
continuam com alguns dos alugueis mais caros do país. Em São Paulo, o
aumento foi próximo a 8%, enquanto no Rio de Janeiro ultrapassou os 10%,
mantendo essas cidades no topo do ranking por preço por metro quadrado.
O que isso significa para
inquilinos e investidores
Perspectivas para 2026
Especialistas apontam que a continuidade da alta
dos aluguéis deve depender de fatores como:
O cenário de 2025 reforça que o setor de locação
segue dinâmico e relevante para quem busca moradia ou retorno sobre
investimentos, sinalizando que 2026 pode consolidar tendências de ajuste e
oportunidades em diferentes perfis de cidades e bairros.