Apesar da taxa básica Selic ainda elevada, Itaú e Santander baixam juros para compra da casa própria, sinalizando ajustes no crédito imobiliário no início de 2026
O
mercado de crédito imobiliário brasileiro começa 2026 com movimentos de
redução nas taxas de juros praticadas pelos bancos privados, ainda que de
forma modesta. A mudança ocorre em um cenário de taxa básica de juros
(Selic) mantida em patamar historicamente alto, que continua a pressionar o
custo do financiamento para quem busca adquirir a casa própria.
Segundo
levantamento do portal Portas, Itaú e Santander cortaram as taxas de
financiamento imobiliário entre o final de 2025 e o começo de 2026, com juros
iniciais agora a partir de 11,60% ao ano no Itaú e 11,79% no Santander,
ambos acrescidos da Taxa Referencial (TR). Embora a redução seja pequena —
cerca de 0,10 a 0,20 ponto percentual —, ela marca um ajuste significativo em
meio à manutenção da Selic em 15% ao ano, a mais alta em anos recentes.
Cenário
do crédito habitacional
Ainda
que os cortes sejam tímidos, essa movimentação dos bancos privados ocorre em
meio a mudanças mais amplas no crédito imobiliário brasileiro. A
política habitacional atual, incluindo alterações nos limites de juros para
determinadas faixas de renda promovidas pela Caixa Econômica Federal, tem
pressionado as instituições a reconsiderarem suas condições de crédito.
Outros
bancos, como Bradesco e Banco Inter, não confirmaram ajustes similares; o Inter
indica em seu site taxas a partir de 9,5% ao ano atreladas ao IPCA, enquanto
dados do Banco Central sugere que o Bradesco opera em faixas próximas a 11,70%
a 12,73% ao ano em contratos pós-fixados referenciados em TR.
Impactos
para quem planeja comprar imóvel
Para
famílias e investidores que buscam financiamento, essa redução ainda representa
benefícios modestos nas parcelas mensais, mas sinaliza um possível
início de ajuste nas condições de crédito, especialmente se combinada com
expectativas de queda gradual da Selic ao longo de 2026 — um movimento
esperado por muitos economistas e agentes do mercado, que pode tornar o crédito
imobiliário mais acessível com o tempo.
Especialistas
destacam que, mesmo com a taxa ainda elevada, condições um pouco melhores podem
facilitar negociações e ampliar o interesse de potenciais compradores que
vinham aguardando sinais de melhora no custo do crédito.
O
que observar nos próximos meses