Programa habitacional federal visa ampliar oferta de moradia popular, sustentar a construção civil e chegar a até 3 milhões de unidades contratadas até o fim de 2026
O governo federal
estabeleceu a meta de contratar cerca de 1 milhão de moradias pelo Programa
Minha Casa, Minha Vida (MCMV) ao longo de 2026, reforçando o papel da
política pública no estímulo à construção civil e na redução do déficit
habitacional no Brasil.
A projeção foi detalhada por
autoridades do Ministério das Cidades, que destacaram a disponibilidade
de recursos orçamentários e a estratégia para elevar o ritmo de contratação ao
longo do ano, num contexto de continuidade da política habitacional.
Metas e orçamento para 2026
O plano de contratações
integra um objetivo maior: alcançar até 3 milhões de unidades contratadas
pelo programa até o fim de 2026, considerando o volume acumulado desde 2023
— quando o MCMV passou por um redesenho e retomou força com investimentos
robustos.
Para viabilizar as metas, o
programa conta com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
e do Orçamento Geral da União, que garantem previsibilidade financeira aos
agentes e às construtoras envolvidas.
Faixas de renda e foco social
Uma parte expressiva das
moradias programadas para 2026 será destinada à Faixa 1, voltada a
famílias de baixa renda, com renda bruta mensal limitada, e internações de
subsídio total ou parcial concedidas pelo governo para ampliar o acesso à casa
própria.
Também estão previstas
iniciativas para ampliar o atendimento a famílias de renda média, que
historicamente enfrentam mais dificuldades para acessar programas habitacionais
com condições facilitadas de crédito.
Impacto para o setor
imobiliário
O programa Minha Casa, Minha
Vida tem sido um motor importante da construção civil nacional,
contribuindo para a geração de empregos e para a dinamização de lançamentos
residenciais em diversas regiões do país. Em mercados como o de São Paulo, o
MCMV respondeu por grande parte dos lançamentos e vendas residenciais em 2025,
refletindo seu impacto econômico.
Especialistas do setor
imobiliário avaliam que a continuidade do programa, com metas ambiciosas para
2026, pode estimular não apenas a oferta de moradia popular, mas também
serviços e negócios relacionados à construção civil, criando efeitos
multiplicadores no setor.
Perspectivas para moradores e
investidores
Para famílias, a ampliação das
contratações significa maior acesso à moradia com condições de financiamento
mais acessíveis, especialmente em segmentos de baixa renda. Para
investidores e incorporadores, a previsibilidade de demanda e a estabilidade de
recursos podem incentivar novos projetos e parcerias com o poder público.
O avanço do Minha Casa, Minha
Vida em 2026 sinaliza uma atuação governamental articulada para enfrentar o
déficit habitacional e impulsionar a economia por meio de um dos setores mais
intensivos em mão de obra: a construção civil.